sair e viver

sei como é a sensação de comparecer e
fazer parte
(mesmo que os verbos sejam agora
a minha única opção de pertencer
ainda não consigo acordar e ver de fora
a condição grotesta do perecer)
sozinha
a dois
a tres
a quatro
num quarto sem janela
rodeada de morangos mofados
sentimos
a lemúria de querer verbalizar
e individualmente falar de si
eu eu eu eu eu eu
sinto falta
de sair viver respirar o que
não é bolor
a construção momentanea de
uranio entrando em escorpião
e me deixa aqui com meus verbos
sufocantes e mofados
toscos e infinitos
presa na eternidade do R
que não passa, só mofa
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